quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Como articular um golpe nacionalista de estado

Para mudar a ordem institucional de um país só há três caminhos possíveis:

1) Eleições democráticas: esse método só serve para mudar quando o objetivo é aumentar o poder dos corruptos, o número de regulações e impostos. Sendo assim, o processo democrático não é nada interessante para buscar objetivos nacionalistas (bem estar da população, redução da burocracia e dos impostos, etc), ele só serve aos objetivos maçônico-sionistas. Não é à toa que a democracia é dominada por ratos esquerdistas. Resumindo, a democracia é a trilha para a escravidão, e nunca será capaz de nos trazer liberdade. Sendo assim, o voto esta descartado.

2) Guerra: às vezes guerras podem gerar bons resultados, como na unificação alemã, mas geralmente são uma péssima ideia. Sempre geram perdas humanas e materiais, geralmente em grandes proporções. Outro problema desse método é a sua imprevisibilidade, ninguém sabe aonde vai parar e o que vai gerar, como no caso da Revolução Francesa, que resultou no controle do país pela maçonaria. Por todos esses problemas, guerra é a última opção.

3) Golpe de estado: são operações militares rápidas e bem específicas, exclusivamente contra alvos estatais, simplesmente para depor políticos de seus cargos e estabelecer uma nova ordem institucional. Por serem rápidos, eficientes, e geralmente não gerarem mortes nem destruição, os golpes de estado são a melhor opção para mudar a ordem institucional de um país para um modelo livre. Os golpes inclusive já se mostraram bem eficientes contra as forças de esquerda, como no caso do Chile. O único problema é que até então não havia um modelo realmente eficiente que os golpes pudessem implementar.

Neste artigo, portanto, explicarei como deve ser articulado um golpe de estado para se instaurar uma Federação Anônima. A formulação e execução do plano seria bem semelhante ao de uma startup de tecnologia: um grupo de pessoas iria formular e sistematizar o plano de golpe de estado a ser feito em um determinado país, após isso formariam uma nova empresa, uma sociedade anônima de capital fechado, sendo as ações divididas entre os sócios.

Após isso, essas pessoas iriam buscar investidores para o seu plano, dando em troca ações a esses investidores. Por exemplo, poderiam vender cinco por cento das ações por alguns milhões de dólares (em dinheiro ou até mesmo em bitcoins) para um grupo de investidores. Depois disso, poderiam dar outros cinco por cento das ações para um grupo de militares do país-alvo, que será responsável por invadir o palácio presidencial, assim como outras sedes principais do governo, e render os políticos e burocratas. Ações também podem ser negociadas com políticos e burocratas infiltrados que contribuirão com o golpe, ou com qualquer outra pessoa que possa contribuir de alguma forma e esteja interessada. Ou então os militares podem simplesmente realizar um golpe de estado e fazer o processo de distribuição de ações após a operação.

O golpe de preferência deve ser feito em uma nação falida, cujo governo já esteja bem fraco e impopular. Se possível deve ser rápido e limpo, ou seja, não deve causar nenhuma morte ou destruição. Após a conclusão da operação, a nova Constituição deve ser posta em vigência, e a administração de cada cidade do país se tornará uma Sociedade Anônima de Capital Aberto. As ações de cada cidade deverão ser divididas entre os sócios do golpe (respeitando-se a porcentagem de participação de cada acionista) e os donos das propriedades de cada cidade. A maior parte das ações provavelmente devem ir para os proprietários da cidade, proporcionalmente ao valor de cada propriedade, ou seja, quanto maior o valor das propriedades que um indivíduo possui dentro da cidade, mais ações da cidade ele recebe, mas para receber ações, o indivíduo deve antes ser considerado cidadão, ou seja, não pode ter características que o impeçam de ser um nacional, como por exemplo fazer parte de movimentos internacionalistas como a maçonaria.

Interessante notar que, após a conclusão do plano, cada acionista do golpe ficará extremamente rico da noite para o dia. Isso garante a adesão das forças militares, que se não aderirem pelo idealismo, irão aderir pela ambição. Derrubar a democracia é algo louvável e totalmente legítimo, uma operação feita exclusivamente contra ladrões agressores para libertar todos os indivíduos de um país, onde apenas propriedades estatais são tomadas. Em pouco tempo, haverá uma geração de riqueza sem precedentes na história da humanidade, e a população do país ficará tão feliz que os libertadores serão aclamados como heróis. Esse sucesso resultará na aplicação de mais e mais golpes como esse, até que o mundo inteiro esteja tomado por Federações Anônimas.

2 comentários:

Unknown disse...

Se entendi, a solução proposta é ameaça de violência armada para coagir, lastreada em confiança absoluta na idoneidade dos autores da violência.

Nesse alicerce formar um sistema diferente da dos saqueadores, que dependem da violência armada para coagir, lastreada em confiança absoluta na idoneidade dos autores da violência.

Entendi direito?

Sidnei Santana disse...

Não, o que lastreia o sistema não é a confiança na idoneidade dos golpistas, até porque se for isso, o sistema não irá durar muito tempo.

O que lastreia é o fato desse sistema funcionar sob uma lógica de mercado, e pq é o que gera maior lucro para os golpistas, ou seja, pela própria ganância deles, é mais vantagem adotar esse sistema.

Ao mesmo tempo, o sistema irá estabelecer ampla liberdade para todos, e possui os incentivos corretos para manter limitado o poder da administração da segurança e justiça de cada lugar.